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Tratamentos com medicamentos: Estatinas

As estatinas são consideradas as medicações mais efetivas para o tratamento de colesterol alto. As estatinas funcionam como inibidoras de uma enzima do fígado utilizada para produzir colesterol.

Os medicamentos classificados como estatinas incluem:

  • Atorvastatina (Lipitor e Torvast)
  • Fluvastatina (Lescol)
  • Lovastatina (Mevacor, Altocar e Altoprev)
  • Pravastatina (Pravacol, Selectina e Lipostat)
  • Rosuvastatina (Crestor)
  • Sinvastatina (Zocor e Lipex)

Os benefícios das estatinas

  • São particularmente efetivas na redução dos níveis de LDL (colesterol "ruim"). Também reduzem triglicerídeos.
  • As estatinas aumentam os níveis de HDL (colesterol "bom"), mas em uma menor extensão que outros tipos de medicações.
  • As estatinas reduzem o risco do primeiro e do segundo ataque cardíaco em mulheres, homens e idosos com evidência de doenças cardíacas. Além disso, podem reduzir o risco de derrame.

Pacientes que podem se beneficiar

As estatinas são muito recomendadas como primeira escolha para todos os pacientes com alto nível de colesterol, particularmente:

  • Pacientes com problemas cardíacos preexistentes, diabetes ou os dois.
  • Mulheres na pós-menopausa com doenças cardíacas ou fatores de risco para as doenças cardíacas.

As estatinas podem ser seguras para crianças e adolescentes com níveis de colesterol não saudáveis, mas são necessários estudos em longo prazo para confirmar seu valor e sua segurança para todas as crianças.

Efeitos colaterais

As estatinas tendem a ser mais toleradas que outros medicamentos redutores de colesterol. Em diversos estudos, os efeitos colaterais relatados foram quase os mesmos dos que tomaram placebo (agentes inativos). Os efeitos colaterais podem incluir irritação estomacal, náusea, constipação, gases, dores de cabeça, erupções cutâneas, dores musculares, insônia, pesadelos, sonolência diurna e tontura. Os efeitos colaterais menos comuns incluem disfunção sexual, dormência ou formigamento nas mãos e nos pés e depressão.

As estatinas podem afetar o fígado; por isso, a função hepática precisa ser avaliada periodicamente por meio de exame de sangue. As estatinas nunca devem ser tomadas por ninguém com problemas no fígado, por gestantes ou mulheres que amamentam.

Em casos muito raros, os medicamentos desta classe também podem levar à ruptura de tecido muscular, que pode sobrecarregar os rins (chamado de rabdomiólise) e levar à falência renal. As cãibras não são as maiores preocupações em si. Se ocorrerem cãibras, dores ou incômodos musculares, seu médico procurará sinais de ruptura de tecido por meio de exame de sangue para verificar o nível de uma enzima chamada creatina quinase (CK). Os níveis de CK provavelmente estão mais altos que o normal (pelo menos 10 vezes), com creatinina elevada (geralmente deixando a urina marrom) e cãibras musculares antes de diagnosticar a rabdomiólise.

Interações com medicamentos e alimentos

As estatinas podem interagir negativamente com outros medicamentos, incluindo outros medicamentos redutores de colesterol. Por exemplo, quando se toma determinadas medicações com estatinas, o risco de ruptura do tecido muscular aumenta. Estes medicamentos incluem:

  • Diltiazem (Cardizem, Tiazac, Dilacor: utilizado para pressão sanguínea alta)
  • Fluvoxamina (para transtorno obsessivo-compulsivo)
  • Inibidores da protease para HIV (como indinavir, ritonavir, nelfinavir e saquinavir) interagem com a maioria das estatinas
  • Antibióticos classificados como macrolídeos (como azitromicina, claritromicina e eritromicina)
  • Ciclosporina (utilizada depois de transplantes)
  • Medicamentos para infecções fúngicas (como fluconazol, itraconazol e miconazol)
  • Outros medicamentos redutores de colesterol, incluindo a niacina e os fibratos (por exemplo, fenofibrato e genfibrozila)

Utilizar estatinas juntamente com resinas de ácidos biliares (como a colestiramina) pode aumentar os efeitos redutores do colesterol, mas os dois tipos de medicação não devem ser tomados com menos de 4 horas de intervalo um do outro.

Converse com o seu médico sobre qualquer outra medicação ou suplemento que você está tomando. Por exemplo, as estatinas não devem ser utilizadas com o extrato de levedura vermelha de arroz (red yeast rice), um suplemento popular que promove a redução do colesterol. Também, as estatinas podem reduzir os níveis de alguns antioxidantes, incluindo vitamina E, betacaroteno e coenzima Q10. Entretanto, estes nutrientes devem ser reabastecidos a partir dos alimentos, NÃO pelos suplementos: um estudo sugeriu que tomar comprimidos de vitamina E e C pode abrandar os efeitos de melhora do HDL por causa da combinação estatina-niacina.

O suco de toranja e as laranjas-azedas (encontradas em geleias, compotas e outros condimentos, mas não no suco) podem aumentar os níveis de estatina no sangue e, assim, aumentam o risco de efeitos colaterais, incluindo danos em potencial ao fígado ou aos tecidos musculares.

Retirada da cerivastatina (Baycol)

Uma estatina, a cerivastatina, foi retirada do mercado norte-americano em 8 de agosto de 2001 por causa de relatos raros de morte por rabdomiólise. Esta é uma condição que causa problemas musculares e que pode levar à falência renal. As pessoas com alto risco para esta complicação foram as que tomaram altas doses de cerivastatina juntamente com o fibrato genfibrozila.

A rabdomiólise ocorreu com outras estatinas, mas mais raramente.

 


Data da revisão: 12/31/2012
Revisão feita por: Glenn Gandelman, MD, MPH, FACC Assistant Clinical Professor of Medicine at New York Medical College; Private Practice specializing in Cardiovascular Disease in Greenwich, CT. Review provided by VeriMed Healthcare Network.
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