Síndrome do pânico

Definição

A síndrome do pânico é um tipo de transtorno de ansiedade no qual ocorrem ataques repetidos de medo intenso de que algo ruim possa acontecer.

Nomes alternativos

Transtorno de pânico; Ataques de pânico; Ataques de ansiedade; Ataques de medo; Transtorno de ansiedade - ataques de pânico

Causas

A causa é desconhecida A genética pode ser um fator determinante. No entanto, a síndrome do pânico geralmente ocorre sem que haja nenhum histórico familiar.

A síndrome do pânico é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens. Os sintomas normalmente começam antes dos 25 anos, mas podem ocorrer depois dos 30. Embora a síndrome do pânico possa ocorrer em crianças, ela normalmente é diagnosticada depois da infância.

Sintomas

O ataque de pânico começa de repente e, na maioria das vezes, atinge seu ápice dentro de 10 a 20 minutos. Alguns sintomas podem continuar por uma hora ou mais. Um ataque de pânico pode ser confundido com um ataque cardíaco.

Uma pessoa com síndrome do pânico muitas vezes vive com medo de ter outro ataque e também pode ter medo de estar sozinho ou longe da ajuda médica.

As pessoas com síndrome do pânico têm pelo menos quatro dos seguintes sintomas durante um ataque:

Os ataques de pânico podem alterar o comportamento em casa, na escola ou no trabalho. As pessoas com a síndrome do pânico muitas vezes se preocupam com os efeitos de seus ataques de pânico.

As pessoas com essa síndrome podem ter problemas de abuso de álcool ou outras drogas. Eles podem se sentir tristes ou deprimidas.

Os ataques de pânico não podem ser previstos. Pelo menos nos estágios iniciais do transtorno, não há nada específico que desencadeie o ataque. Lembrar de um ataque anterior pode desencadear ataques de pânico.

Sinais e exames

Muitas pessoas com síndrome do pânico buscam tratamento primeiro no pronto-socorro, pois os ataques de pânico parecem ataques cardíacos.

O médico realizará um exame físico, incluindo uma avaliação psiquiátrica.

Serão realizados exames de sangue. Outras doenças devem ser descartadas antes de diagnosticar a síndrome do pânico. Devem ser considerados distúrbios relacionados a abuso de drogas, pois os sintomas podem ser iguais aos de ataques de pânico.

Tratamento

O objetivo do tratamento é ajudar você a agir normalmente na vida cotidiana. Uma combinação entre medicamentos e terapia cognitivo-comportamental funciona melhor.

Certos medicamentos, geralmente usados para tratar a depressão, podem ser muito úteis para esse transtorno. Eles impedem que os sintomas aconteçam ou torna-os menos graves. Você deve tomar esses medicamentos todos os dias. Nunca pare de tomá-los sem antes falar com o seu médico.

Medicamentos chamados sedativos ou hipnóticos também podem ser prescritos.

A terapia cognitivo-comportamental ajuda a entender seus comportamentos e o que fazer para mudá-los. Você deverá fazer de 10 a 20 visitas ao terapeuta durante várias semanas. Durante a terapia, você aprenderá a:

As seguintes ações também podem ajudar a reduzir o número e a gravidade dos ataques de pânico:

Grupos de apoio

Você pode aliviar o estresse dessa condição frequentando a um grupo de apoio. Compartilhar com outras pessoas que têm experiências e problemas em comum poderá ajudá-lo a não se sentir sozinho.

Grupos de apoio geralmente não substituem a terapia individual ou a medicação, mas podem ser uma adição útil.

Expectativas (prognóstico)

Os ataques de pânico podem durar muito tempo e ser de difícil tratamento. Algumas pessoas com essa síndrome podem não se curar com o tratamento. Entretanto, a maioria das pessoas melhora com uma combinação de medicamentos e terapia comportamental.

Pessoas com síndrome do pânico têm risco aumentado para:

Quando contatar um profissional de saúde

Marque uma consulta com o médico se os ataques de pânico estiverem interferindo em seu trabalho, relações ou autoestima.

Ligue para um número de emergência como o 192 se você apresentar pensamentos suicidas.

Prevenção

Se você tem ataques de pânico, evite:

Essas substâncias podem desencadear ou piorar os sintomas.

Referências

American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 5th ed. Arlington, VA: American Psychiatric Publishing. 2013.

Calkins AW, Bui E, Taylor CT, Pollack MH, LeBeau RT, Simon NM. Anxiety disorders. In: Stern TA, Fava M, Wilens TE, Rosenbaum JF, eds. Massachusetts General Hospital Comprehensive Clinical Psychiatry. 2nd ed. Philadelphia, PA: Elsevier; 2016:chap 32.

Kang CS, Harrison BP. Anxiety and panic disorders. In: Adams JG, ed. Emergency Medicine: Clinical Essentials. 2nd ed. Philadelphia, PA: Elsevier Saunders; 2013:chap 197.



Data da revisão: 2/2/2016
Revisão feita por: Fred K. Berger, MD, addiction and forensic psychiatrist, Scripps Memorial Hospital, La Jolla, CA. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Isla Ogilvie, PhD, and the A.D.A.M. Editorial team.
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