Cistos ovarianos
Definição
Um cisto no ovário é uma bolsa cheia de líquido que se forma sobre ou dentro do ovário.
Este artigo é sobre cistos que se formam durante o ciclo menstrual, denominados cistos funcionais. Os cistos funcionais são diferentes dos cistos decorrentes de câncer ou de outras doenças. A formação desses cistos é um evento perfeitamente normal, sendo um sinal de que os ovários estão funcionando bem.
Nomes alternativos
Cistos fisiológicos no ovário; Cistos ovarianos funcionais; Cistos de corpo lúteo; Cistos foliculares
Causas
Todo mês, durante o ciclo menstrual, um folículo (cisto) cresce no ovário. O óvulo cresce no folículo.
- O folículo produz o hormônio estrogênio. Este hormônio causa as alterações normais do revestimento uterino em preparação para a gravidez.
- Quando o óvulo está maduro, ele é liberado do folículo. Este processo é chamado ovulação.
- Se o folículo não conseguir abrir e liberar o óvulo, o líquido permanece dentro dele e origina um cisto. Isto é chamado de cisto folicular.
Um outro tipo de cisto, chamado de cisto de corpo lúteo, ocorre após o óvulo ter sido liberado de um folículo. Esses geralmente contêm uma pequena quantidade de sangue.
Os cistos no ovário são comuns e ocorrem com mais frequência durante a idade fértil da mulher (da puberdade até a menopausa). Os cistos ovarianos são menos frequentes após a menopausa.
Não foram descobertos fatores de risco.
Cisto funcional não é a mesma coisa que tumores ou cistos de ovário (inclusive câncer de ovário) decorrentes de situações hormonais como a doença ovariana policística.
O uso de medicamentos para fertilidade pode provocar a hiperestimulação dos ovários, na qual múltiplos cistos grandes são formados nos ovários. Estes geralmente desaparecem após a menstruação ou após a gravidez.
Sintomas
Os cistos no ovário frequentemente não causam sintomas.
É provável que um cisto ovariano cause dor se:
- Aumentar de tamanho
- Sangrar
- Romper-se
- Interferir com o suprimento sanguíneo para o ovário
- Sofrer uma colisão durante a relação sexual
- For torcido ou provocar a torção das trompas de Falópio
Os sintomas dos cistos ovarianos também podem incluir:
- Inchaço no abdome
- Dor ao evacuar
- Dor na pelve pouco antes ou depois do início do período menstrual
- Dor durante as relações sexuais ou dor pélvica ao mover-se
- Dor pélvica constante e maçante
- Dor pélvica súbita e forte, frequentemente acompanhada de náusea e vômito, podendo ser um sinal de torção do suprimento sanguíneo do ovário ou de ruptura de um cisto acompanhada de sangramento interno
Os cistos foliculares não costumam provocar alterações nos períodos menstruais, sendo mais frequentes com cistos de corpo lúteo. Alguns cistos podem provocar nódoas ou sangramentos vaginais.
Sinais e exames
Seu médico pode descobrir um cisto durante um exame físico ou em uma ecografia solicitada por outra razão.
A ecografia é realizada em muitas pacientes para diagnosticar um cisto. O médico pode pedir para vê-la novamente em 4 a 6 semanas para certificar-se de que o cisto desapareceu.
Outros exames de imagem que podem ser realizados incluem:
- Tomografia computadorizada
- Estudos de fluxo com doppler
- Ressonância magnética
Seu médico pode solicitar ainda os seguintes exames de sangue:
- Exame CA-125, para descartar um possível câncer em mulheres que atingiram a menopausa ou para as quais um exame de ultrassom detectou irregularidades
- Níveis hormonais (como LH, FSH, estradiol e testosterona)
- Teste de gravidez (HCG)
Tratamento
Os cistos ovarianos funcionais geralmente não necessitam de tratamento. Eles geralmente somem depois de 8 a 12 semanas.
Se os cistos forem frequentes, seu médico poderá prescrever pílulas anticoncepcionais. Seu uso a longo prazo pode diminuir o surgimento de novos cistos. As pílulas não diminuem o tamanho dos cistos já presentes no ovário.
Pode ser necessária a realização de cirurgia para a remoção de cistos ou do ovário para garantir a ausência de células cancerígenas. O procedimento cirúrgico é mais provável para:
- Cistos complexos no ovário que não desaparecem
- Cistos que causam sintomas e que não desaparecem
- Cistos simples no ovário que são maiores que 10 centímetros
- Mulheres que estão na menopausa ou próximas desse período
Os tipos de cirurgia para cistos no ovário são:
- Laparotomia exploradora
- Laparoscopia pélvica
Seu médico pode recomendar outros tratamentos caso um distúrbio, como a doença do ovário policístico, seja a causa dos cistos no ovário.
Expectativas (prognóstico)
Os cistos que ocorrem em mulheres que ainda menstruam costumam desaparecer sozinhos. Existe um risco maior de câncer para cistos complexos em mulheres que estão na pós-menopausa. Câncer é muito improvável em casos de cisto único.
Complicações
As complicações estão associadas à doença que provoca o surgimento dos cistos. As complicações podem ocorrer com cistos que:
- Sangram
- Rompem-se
- Mostram sinais de alterações que podem sugerir um câncer
- São torcidos, dependendo do tamanho do cisto; cistos maiores apresentam maior risco de torção
Quando contatar um profissional de saúde
Marque uma consulta com seu médico se:
- Apresentar sintomas de cistos no ovário
- Apresentar dor grave
- Apresentar sangramentos anormais
Também entre em contato com o seu médico caso os seguintes sintomas tenham se apresentado com frequência por pelo menos duas semanas:
- Sensação de satisfação logo após começar a comer
- Perda de apetite
- Perda de peso involuntária
Esses sintomas podem indicar câncer de ovário. Estudos que incentivavam as mulheres a procurar atendimento para possíveis sintomas de câncer de ovário não mostraram nenhum benefício. Infelizmente, não há exames de triagem para rastreamento do câncer de ovário.
Prevenção
Caso não esteja tentando engravidar e apresente cistos com frequência, você pode evitá-los tomando pílulas anticoncepcionais, que previnem o crescimento dos folículos. Discuta com o seu médico.
Referências
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Data da revisão:
1/14/2018
Revisão feita por:
John D. Jacobson, MD, Professor of Obstetrics and Gynecology, Loma Linda University School of Medicine, Loma Linda Center for Fertility, Loma Linda, CA. Also reviewed by David Zieve, MD, MHA, Medical Director, Brenda Conaway, Editorial Director, and the A.D.A.M. Editorial team.
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